“Os homens têm tal apego à própria miserável vida que aceitam as mais duras condições para conservá-la.” (Michel de Montaigne)
É meus caros, a frase acima revela exatamente nosso comportamos no cotidiano. Onde estamos vivendo? Onde queremos chegar, se nem livres para expressar nossas opiniões somos?
Cretinos são aqueles que julgam-se tão superiores ao ponto de não aceitarem se quer uma critica ou uma opinião sobre seus defeitos explícitos. Vivemos e convivemos com situações onde até o fato de comentarmos sobre coisas claras que estão à vista de todos é motivo de opressão e medo. Assim como disse John Ruskin, em uma das frases retiradas de nossa querida rede virtual: “Não manda bem quem tem a ânsia de mandar.”
Deparei-me com algumas situações ao longo de minha curta trajetória de vida e, sempre fui muito crítico com as desigualdades, porém, determinadas circunstâncias em que excitei minhas opiniões fui repreendido. Mas esperem um pouco!?! Em nossa vida escolar e acadêmica não nos foi ensinado que a corrupção é todo ato que venha a ferir a constituição e principalmente a ética? Então no momento em que somos omissos em certas situações estamos contribuindo com a corrupção no mundo e sendo anti-éticos? Na verdade não. Sabem porque? Porque somos ensinados artificialmente a fazer as coisas certas, mas a todo momento exemplos opostos a isso nos são oferecidos e o que é pior, absorvidos.
Omitimos nossa maneira de pensar, fazemos de conta que não estamos vendo o que acontece descaradamente ao nosso redor e não fazemos nada, nos comportamos como robôs programados para fazer aquilo que a circunstância exige, ou seja, somos condizentes com a corrupção, logo somos corruptos ... Passivamente, mas somos.
Momentos como este me fazem sentir vontade de gritar. Causam-me um grande vazio, com se algo estivesse sendo retirado de mim, sem que eu ao menos possa lutar para que não aconteça. É triste pensar que em tempos de democracia ainda tenhamos que escrever em 3ª pessoa ou JAMAIS citar nomes para que não sejamos repreendidos ou prejudicados em alguma ocasião.
Minha frase é simples e deixo para determinadas primeiras pessoas do plural e do singular, seja lá como se agrupem e de que foram se “organizem” já que a prática da organização banalizou-se com a “evolução” do seres humanos, fugindo completamente do seu real conceito.
- Em tempos de opressão mascarada, quem compra o direito do silêncio esta a salvo da inexistência. (Dhionatan Lemes)
E para aqueles que dizem que não sei o que digo ou devo analisar o que escrevo, deixo a seguinte mensagem: Não há necessidade de analisar situações ou fatos já que me é imposto com clareza determinados Acontecimentos.
Creio que vivemos como zumbis, se é que essa comparação nos é permitida pelos pobres moribundos, afinal, um mínimo de organização, honestidade e ética eles devem ter.
Não me calo diante de certas coisas, afinal não nasci para compatibilizar com as falcatruas de alguns. E para aqueles que desejam ser como a grande maioria, deixo meus pesares, afinal viver sem a liberdade de expressar e lutar por minhas opiniões é o mesmo que falecer sem estar devidamente morto.
Faço minhas as palavras de Renato Russo: - Não estatize meus sentimentos. Para o seu governo, o meu estado é independente.
Atenciosamente, Dhionatan Lemes.
“Envolva em ouro as asas do pássaro e nunca mais voarás no céu.” (Rabindranath Tagore)
viva! viva a sociedade alternativa... \o/
ResponderExcluirMuito bom o texto.
ResponderExcluirÀs vezes a gente precisa concordar com muitas coisas, não porque esteja certo ou errado, mas simplesmente porque devemos. Porque se não o fizer, o outro pode fazer. E se outro fizer, a 'construção' ao longo do curto tempo poderá ruir.