terça-feira, 15 de março de 2011



Esta semana, nós acadêmicos do curso de Engenharia Florestal da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus universitário de Alta Floresta-MT nos deparamos com uma situação bizarra estampada nos murais da Universidade. Um de nossos professores esta sendo acusado por desvio de conduta perante as normas da instituição pelo colegiado superior.
O professor Rubens, ministrante das disciplinas de sementes e viveiros florestais e praticas silviculturais encontra-se numa situação desagradável pelo manifesto de revolta, devido à reprovação de um e/ou alguns alunos. Segundo consta nos termos impressos e pregados no mural da Unemat, as aulas praticas do professor em questão ferem os direitos dos alunos, caracterizando trabalho escravo pelo simples fato de, em aula, terem que produzir 3.000 mudas de espécies florestais como requisito para aprovação na disciplina. Agora eu lhes pergunto meus caros amigos, que acadêmico somos se não exigimos aulas práticas de determinadas matérias, que por sinal são essenciais ao nosso aprendizado? Que espécies de profissionais queremos ser se não aprendemos a fazer praticando? Difícil não é...
 O interessante é o pensamento pequeno de alguns, que se acham suficientemente espertos a ponto de entrarem na faculdade apenas para “conquistar” seu certificado e dizerem-se “ENGENHEIROS FLORESTAIS”.. e no final não passarem de analfabetos funcionais. Vamos entrar em um bom senso meu povo, eu, se fosse contratar um profissional desta área iria procurar conhecer quais são seus dotes profissionais e principalmente o quanto o seu aprendizado pode vir a ser útil para meu desenvolvimento e da minha empresa, e não apenas olhar para um pedaço de papel de conclusão de um curso superior. É como dizem, entrar na faculdade é fácil, porém sair dela com um nível de aprendizado elevado é para poucos.
Poxa vida, Já temos poucos professores capazes realmente de nos proporcionar este conhecimento e com disposição para oferecer as suas instalações particulares para realizações de aulas práticas e quando temos os tratamos de tal forma? Devíamos ser gratos por este ter nos oferecido tal oportunidade e não procurar motivos para que isto não venha mais a ocorrer.
Falando ao pé da letra, o que alguns precisam é tomar vergonha na cara e escolher seus devidos cursos conforme sua capacidade, afinal quem quiser ficar entocado dentro de uma sala de aula, faça pedagogia, letras, psicologia ou qualquer outro curso (nada contra estas profissões que são muito dignas do mérito que têm pela sua importância na sociedade), mas que não condizem com o que a Engenharia Florestal estabelece. Somos uma profissão de campo, estudamos para FAZER as coisas acontecerem, e não apenas para admirar os feitos realizados pelas outras profissões.
Por sorte este pensamento vazio é parte integrante da mente, também vazia, de 0,000000000000001 % dos acadêmicos do curso, que serão para a vida toda simples acadêmicos, e nunca profissionais  realmente preparados.
Isso não é bajulação para o professor Rubens, até porque também não concordo com algumas práticas adotadas e sua didática, contudo, tal acusação não confere e nem é apoiada pelos acadêmicos do curso. PONTO FINAL! E vamos parar de babaquice e vamos estudar para merecermos nosso diploma e podermos honrá-lo no futuro com nossa capacidade profissional e pessoal.

8 comentários:

  1. E ooo pioooor de tudooo usandoo uma únicaa pessoa para falar por todos nóos alunos O.o por isso hoje vamos poder defender nossas opiniões ..que concerteza não condinzem com as "dele" o tal representante do colegiado superior .

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  2. Concordo com vc Dhiow! e ainda por cima eu nunca vi e nem sei quem é esse tal "representante" que só demonstra sua própria opinião!

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  3. Isto é um absurdo, como um representante do colegiado superior é capaz utilizar nossa imagem de acadêmico para fazer tal acusação sem nos comunicar, sem obter nosso consendimento, meramente para satisfazer seus próprios interesses.
    Uma pessoa que é capaz de acusar um professor de algo tão sério como o trabalho escravo, sem provas concretas, sendo que é claramente um crime que dá cadeia, simplesmente não pode ser o representante dos acadêmicos da Unemat!

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  4. Concordo plenamente Dhiow, pena que não podemos conhecer esse troglodita, mas ainda espero vê-lo para que ele possa dar explicações de tal atitude, e de preferência parar de uma vez por todas com essa babaquice de quinta categoria que ele fez!! Ah lembrando que tudo isso foi a favor somente da digníssima esposa incapaz do fulaninho!!

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  5. Dhionatan, boa tarde.
    Parabéns pelo blog. Atualmente, essas ferramentas de comunicação tem propiciado a democratização da comunicação, embora o escravismo do descarte da informação sem a compreensão, além do filtro da informação por "aquele que paga" mostrar o que o "beneficia". Gosto quando o posicionamento vem bem marcado, explicito, como acontece no seu blog.
    Ainda, sugiro que reflita uma coisa: os cursos que você citou também tem uma série de atividades de campo. Por exemplo, o curso de letras trabalha com a linha de "descrição do português brasileiro" que necessita de uma longa caminhada para gravar a fala das pessoas, os usos, as expressões e a articulação da expressão linguística com a cultura. A diferença é que não fazemos os mesmos tipos de atividades de campo e estágios.
    Afora isto, o texto questiona o modo da representação. Sabemos que as representações que se representam apenas é uma característica "viceral" da sociedade brasileira. Não quero aqui me posicionar em favor ou contra as partes, pois eu não as ouvi, mas penso que seja sadio o exercício do questionamento dessa estrutura de representação.
    Abraços!

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  6. Obrigado Flores. não quis ofender nenhum dos cursos que citei no post, só quis dar um exemplo da diferença que existe entre os campos de atuação e práticos. Gosto muito das áreas que citei, justamente por isso as citei, são muito importantes, e prova disso é meu gosto pela escrita. :D Abraços

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